Risco de apagão: Aumento da geração solar e necessidade de infraestrutura

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 12/02/2025 11h17, última modificação 12/02/2025 11h17
O engenheiro eletricista Marcos Lira participa de entrevista no Bom Dia Assembleia e explica sobre esse risco

Recentemente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou um estudo alarmante que aponta um alto risco de apagão no Piauí, resultado da sobrecarga na rede elétrica. Esse problema é atribuído ao crescimento acelerado da geração de energia por meio de painéis solares instalados em residências e comércios.



Em entrevista a Juliana Arêa Leão no jornal Bom Dia Assembleia desta quarta-feira, 12, o professor de engenharia elétrica Marcos Lira, da Universidade Federal do Piauí, destacou que, desde o racionamento de energia em 2000, os planejadores passaram a adotar uma visão de longo prazo, realizando planejamentos a cada cinco ou dez anos. O relatório do ONS prevê que, entre 2025 e 2029, a instalação crescente de energia solar poderá causar sobrecargas nas linhas de transmissão em 11 estados, incluindo o Piauí.



Embora a sobrecarga seja uma preocupação real, o professor Lira enfatiza que o risco de um apagão total é mínimo. Ele explica que, em casos de sobrecarga, o sistema pode desarmar disjuntores para proteger as instalações, resultando em desligamentos temporários que podem ser resolvidos rapidamente.



A crescente adoção de energia renovável, como a solar e a eólica, é vista como uma excelente opção para reduzir custos e contribuir para a preservação ambiental. No entanto, a questão da sobrecarga precisa ser abordada com seriedade. O professor Lira compara a situação a uma doença que requer precaução: se nada for feito para melhorar a infraestrutura, o risco de sobrecarga aumentará nos próximos anos.



Uma das principais causas da sobrecarga é o fluxo reverso de energia gerado durante o dia, quando muitos usuários injetam energia solar na rede. Essa energia, se não houver consumo suficiente, pode levar à sobrecarga nas linhas de transmissão, que têm limitações em sua capacidade.


Confira a entrevista completa


 

Fonte: TV Assembleia