Voltado para meninas, projeto “Mais Ciência na Escola - Piauí” é lançado pela UFPI

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 21/02/2025 07h27, última modificação 21/02/2025 07h27
A iniciativa visa incentivar a criação de Clubes de Ciência em escolas públicas de Teresina

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) lançou, nesta quarta-feira (19), o projeto "Mais Ciência na Escola – Piauí", apresentado na Escola de Gestão e Controle (EGC) do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI). Sob a coordenação do professor Jaclason Veras, a iniciativa visa incentivar a criação de Clubes de Ciência em escolas públicas de Teresina, promovendo a investigação científica, a criatividade e o uso de laboratórios makers como ferramentas para potencializar o ensino e a aprendizagem. A iniciativa da UFPI será voltada exclusivamente para meninas, numa ação pioneira do Programa. 

 

Ao longo de 24 meses, 15 escolas da capital, sendo 14 da rede municipal e o Colégio Técnico de Teresina (CTT/UFPI), receberão a implantação dos clubes, com atividades voltadas à educação científica e à popularização da ciência. O projeto foi selecionado pelo CNPq na chamada pública "Conecta e Capacita nº 13/2024 – Programa Mais Ciência na Escola" e conta com o apoio da SEMEC, FAPEPI e PoP-PI.

 

Para o vice-reitor da UFPI, Edmilson Moura, a iniciativa tem um impacto social significativo, contribuindo para a disseminação do conhecimento científico entre as jovens. "Este é um projeto de grande relevância para nossa Instituição e para o município. Trata-se da popularização dos saberes, aproximando a comunidade e demonstrando a importância da Universidade na divulgação de seus trabalhos. Nosso objetivo é incentivar jovens pesquisadoras a se engajarem na ciência", afirmou.

 

Durante o evento, foram discutidos os detalhes da execução do projeto. Segundo o coordenador Jaclason Veras, o Laboratório Maker que será implantado em 14 escolas municipais e no Colégio Técnico de Teresina, servirá para o desenvolvimento de projetos educacionais voltados à solução de problemas sociais, com foco em duas áreas temáticas: sustentabilidade e piscicultura. "Este lançamento é um marco para nossa Instituição, para as escolas e para a Secretaria Municipal. Contamos com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o que fortalece ainda mais a iniciativa. Trabalhar com alunas na ciência é um passo fundamental para o desenvolvimento científico, com o apoio do governo federal e das instituições, promovendo uma educação mais inovadora e participativa", ressaltou.

 

Diretora de Popularização da Ciência e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes

 

A diretora de Popularização da Ciência e Educação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Juana Nunes, destacou a importância de fomentar a inovação e a tecnologia para a formação de futuros cientistas no Brasil. Ela também ressaltou o impacto do projeto na inclusão de mulheres na ciência. "Muitas meninas no Brasil enfrentam desafios que as afastam da escola, como a necessidade de cuidar dos irmãos, a maternidade precoce ou a responsabilidade de sustentar a família. Projetos como este são essenciais para apoiar essas jovens e garantir sua participação na ciência. Tenho certeza de que colheremos grandes frutos dessa iniciativa no Piauí", frisou.

 

Já para João Batista, representante da FAPEPI, o papel da Fundação é contribuir para a popularização do conhecimento e a divulgação dos trabalhos científicos junto ao público do projeto. "A popularização da ciência é uma de nossas grandes preocupações. Ficamos felizes em apoiar essa iniciativa, especialmente porque ela busca dar mais destaque às mulheres na ciência, ainda que muitos desafios precisem ser superados", destacou.

 

Secretário de Educação de Teresina, Ismael Silva

 

O secretário de Educação de Teresina, Ismael Silva, destacou que a Prefeitura está aberta a futuras parcerias com a Universidade na área educacional. “Estamos muito felizes e esperamos, no futuro, expandir essa iniciativa para mais escolas em Teresina e, quem sabe, também para o interior. Nosso desejo é avançar cada vez mais no processo de ensino-aprendizagem das nossas crianças. Por isso, a Secretaria está de portas abertas para mais projetos como este”, frisou.

 

Também estiveram presentes, o superintendente de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico da UFPI, Ricardo Santos; o diretor do Colégio Técnico de Teresina, Jossivaldo Pacheco; o docente da UFPI e integrante da proposta, Franklhes Carvalho; a coordenadora-geral de Educação Científica, Cláudia Ferreira de Maya Viana; e a coordenadora do Ponto de Presença (PoP) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Rizalva Rabêlo.

 

Sobre o projeto


 

Apresentação do Projeto

 

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou o resultado final da primeira chamada do Programa Mais Ciência na Escola em novembro de 2024, que destinará cerca de R$ 100 milhões à criação de 1.000 laboratórios maker – espaços de prototipagem e inovação, onde jovens podem dar vida às suas ideias e projetos – em escolas públicas, alcançando todas as 27 unidades da federação, priorizando as dos anos finais do ensino fundamental e aquelas situadas em áreas de alta vulnerabilidade social.

 

Além do financiamento aos laboratórios, serão concedidas bolsas do CNPq para coordenadores estaduais e de redes de laboratórios; para 1.000 professores das escolas participantes; para especialistas externos, estudantes de graduação e pós-graduação, em caráter de extensão; além de 10 mil bolsas para estudantes de ensino médio e anos finais do ensino fundamental.

 

Os recursos têm origem no Programa Conecta e Capacita Brasil, uma das 10 linhas de investimento definidas pelo Conselho do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) no ano de 2023, no âmbito da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O "Mais Ciência na Escola" integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas e dialoga com o Programa Escola em Tempo Integral, oferecendo letramento digital, educação midiática, e combate à desinformação na jornada escolar.

 

Fonte: Ufpi